Uma auditoria do Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisas (IBGP) apontou uma série de possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito de Extrema, João Batista da Silva referente ao período de 2021 a 2024 e entre os apontamentos está um pagamento de R$ 144.067,70 para a aquisição de colchões e kits natalidade, sem comprovação do recebimento ou da destinação dos materiais.
Segundo o relatório, em 27 de dezembro de 2024, apenas quatro dias antes da posse da atual administração municipal, foi efetuada uma compra de 350 colchões de solteiro e 30 kits natalidade, no qual não foram encontrados registros de entrada desses produtos no estoque municipal nem documentação que comprovasse a entrega do material à Secretaria de Assistência Social.
Os kits natalidade são destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social e costumam conter itens essenciais para os primeiros cuidados com o bebê, como lenços umedecidos, banheira, manta, body, sabonete, cotonetes, conjunto com touca, luvas e sapatinhos, além de toalha infantil e fraldas de diversos tamanhos.
A ausência de documentação que comprove o recebimento e a destinação desses materiais levanta questionamentos sobre a execução da despesa e sobre o atendimento às famílias que dependiam desse benefício.
Além desse processo administrativo, o ex-prefeito João Batista já responde a outras ações de improbidade administrativa perante a Justiça Comum da Comarca de Extrema, na qual em todas elas foram solicitadas o bloqueio judicial de bens, com a finalidade de assegurar o eventual ressarcimento dos prejuízos causados ao patrimônio público.

