Política

Auditoria revela déficit de R$ 36,6 milhões no orçamento de obras herdadas da gestão do ex-prefeito João Batista

Uma auditoria realizada recentemente pelo IBGP identificou mais uma irregularidade relacionada à gestão do ex-prefeito João Batista da Silva e desta vez, o apontamento refere-se à Lei Orçamentária de 2025, que, segundo o relatório, não previu recursos suficientes para garantir a conclusão de diversas obras já iniciadas até o fim de 2024, gerando um déficit estimado em R$ 36,6 milhões.

De acordo com a auditoria, as obras possuíam cerca de R$ 68,3 milhões em serviços ainda a serem executados, porém a previsão orçamentária para 2025 destinava apenas R$ 31,7 milhões para sua continuidade, ou seja, havia um déficit de aproximadamente R$ 36,6 milhões.

Entre as obras afetadas estão a construção da nova sede da Assistência Social e da Delegacia Regional, a construção e reforma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs); revitalização da Fábrica de Cultura e do Clube Literário; obras do conjunto habitacional Tenentes VI, além da pavimentação de ruas e estradas.

Segundo o IBGP, a insuficiência de recursos demonstra falhas no planejamento orçamentário e contraria normas da administração pública, que determinam a garantia dos recursos necessários para a conclusão de obras em andamento antes da criação de novos investimentos.

Além do risco de paralisação de obras, aumento dos custos e atraso na entrega de serviços e benefícios aos moradores de Extrema, a falta de planejamento financeiro impactou diretamente a gestão atual, que precisou reorganizar o orçamento municipal para destinar cerca de R$ 36,6 milhões à continuidade desses empreendimentos, comprometendo recursos que poderiam ser investidos em novas ações e outras prioridades do município.

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